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História do Brasil
Século XX
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Revoluções por minuto

A evolução científica e tecnológica marcou o Século XX. Foi a época das guerras mundiais e da bomba atômica, e também do automóvel, do avião, das viagens espaciais, da eletrônica, dos transplantes, da clonagem e da Internet. Uma época marcada pelo do fim dos impérios colonialistas, pela internacionalização da economia, pela indústria cultural, pelo resgate dos direitos da mulher e das minorias.

A história do século pode ser entendida como a de um conflito entre a democracia liberal e a ditadura totalitária. No Brasil, a Revolução de 30 instaurou um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano, abrindo a chamada Era Vargas, caracterizada pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização. O País viveu vinte anos sob o regime militar e foi regido por seis constituições.

Êxodo e transformação

No Brasil, o Século XX foi um período de transformação. O País passou por um dos mais velozes processos de urbanização da história moderna. Em 1950, a zona rural abrigava quase 70% dos habitantes. Hoje, possui pouco mais de 20%. Esse êxodo rural acelerado, que perdurou até o início dos anos 1990, foi quase estancado a partir de 1995.

O País registrou uma das mais altas taxas de crescimento do planeta. Entre 1901 e 2000, a população passou de 17,4 milhões para 169,6 milhões; o Produto Interno Bruto se multiplicou por cem; e a expectativa de vida saltou de 33,4 anos em 1910 para 64,8 anos no final do século. Continuamos, porém, com o desafio de promover uma distribuição de renda mais justa, reduzindo a pobreza e a exclusão social.

1889-1930
A República Velha


Período conhecido como "República Velha", caracterizado pela chamada política do café com leite, pela alternância no poder de representantes de Minas ou São Paulo. Priorizou o modelo agrário exportador e uma política contra a industrialização.

1904
A Revolta da Vacina

A Revolta da Vacina, movimento popular contra a vacinação compulsória, teve como antecedentes a remodelação da cidade do Rio de Janeiro, onde o Prefeito Pereira Passos expulsou os pobres que viviam no centro colonial, substituído pela moderna Avenida Central, inspirada no modelo aplicado em Paris pelo Barão de Hausmann.

1917-1922
Reação operária

Crise e esgotamento da "República Velha", governada por uma elite agrária, quando a indústria sinalizava o novo dinamismo da economia e da sociedade. Neste período foram deflagradas as primeiras greves operárias, de ideário anarquista, duramente reprimidas pelo governo federal, que tratava a questão social como "caso de polícia".

1922
Tenentismo

Consolidação do Tenentismo, movimento que refletia a insatisfação dos militares e o desejo de participação das camadas médias.

1922
Semana de Arte Moderna


Realizada a Semana de Arte Moderna, em fevereiro, onde escritores e artistas brasileiros propõem a destruição da cultura europeizante e passadista.

1930
A Revolução de 30


A Revolução de 30 instaurou no Brasil um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano. A adoção desse modelo foi estimulada pelos efeitos, no Brasil, do crash de 1929, que derrubou os preços do café e de outros produtos brasileiros para exportação.

1930-1945
A Era Vargas


Período do governo autoritário e centralizado do Presidente Getúlio Vargas, caracterizado pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização.

11.11.1937
Estado Novo


O "Estado Novo" institucionalizou, de fato, o regime ditatorial, vigente desde 1930. A Constituição de 1937, inspirada no fascismo italiano, a "polaca", foi elaborada para ser uma Carta "livre das peias do democracia liberal", nas palavras do responsável por sua elaboração, o Ministro da Justiça Francisco Campos.

1938-1950
Processo de urbanização


Urbanização das grandes capitais do Sudeste brasileiro, decorrente da industrialização e das migrações rurais urbanas.

1942
Brasil na 2ª Grande Guerra Mundial


O torpedeamento de cinco navios mercantes brasileiros e as fortes pressões populares obrigaram o governo brasileiro a se aliar aos Estados Unidos; foram organizadas as Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), que enviaram soldados para combater ao lado dos aliados.

1945
Organização partidária


Com a onda democratizante do pós-guerra, Getúlio Vargas organizou os partidos por decreto e sob forte controle; os dois maiores partidos, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), articularam uma aliança nacional que durou quinze anos.

1945
Governo Dutra


Nas primeiras eleições após a guerra, foi eleito presidente Eurico Gaspar Dutra, pelo PDS.

1946
A Constituição de 1946


Instalada a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma nova Constituição. Os direitos individuais foram restabelecidos, aboliu a pena de morte, devolveu a autonomia de Estados e Municípios com independência dos três poderes – Legislativo, Judiciário e Executivo. Estabeleceu, também, as eleições diretas para Presidente, com mandato de cinco anos.

1947
Perseguição aos comunistas


Sob fortes pressões da Guerra Fria, o Brasil decretou a ilegalidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB), cassou parlamentares desse partido, fechou a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), interveio em centenas de sindicatos e rompeu relações diplomáticas com a União Soviética.

1950
A volta de Getúlio


Getúlio Vargas, eleito Presidente pelo PTB, deu continuidade a uma política nacionalista, populista e pró-industrialização: enviou ao Congresso o projeto para a criação da Petrobras; flexibilizou as relações sindicais, permitindo a "Greve dos 300 mil"; criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) e limitou em 10% a remessa de lucros para o exterior.

1954
Suicídio de Vargas


A política de Vargas provocou a reação da oposição conservadora, liderada pela União Democrática Nacional (UDN). Com as palavras "Saio da vida para entrar na história", o Presidente Vargas se suicidou e tomou posse o Vice João Café Filho.

1955
Governo JK


Juscelino Kubitschek (JK), vitorioso nas eleições para presidente, pelo PSD, criou o Plano de Metas e consolidou o Modelo Desenvolvimentista.

1956
Criação de Brasília


JK envia, ao Congresso Nacional, o projeto para construção da nova capital brasileira, Brasília.

01.04.1964
Golpe militar


Os militares tomaram o poder e, por meio de um ato institucional, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados como ameaça ao regime.

1967
A Constituição do regime militar


Elaborada a sexta Constituição no Brasil, que institucionaliza o regime militar. O general Artur da Costa e Silva elimina a Frente Ampla, movimento político liderado pelos ex-presidentes João Goulart e JK e pelo ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda.

1968
Ato Institucional nº 5


A morte do estudante Edson Luís, em protesto estudantil, mobilizou estudantes e populares que, com o apoio da Igreja Católica, realizaram a Passeata dos Cem mil. Ao mesmo tempo ocorrem as greves de Contagem e Osasco e surgem focos de luta armada. O regime endureceu, fechando o Congresso Nacional e decretando o Ato Institucional nº 5, que institucionaliza a repressão.

1969-1974
Os anos de chumbo

Governo do general Garrastazu Medici, considerado o período mais brutal da ditadura militar brasileira, ficou conhecido também como "anos de chumbo". A área econômica é caracterizada por projetos faraônicos, como a construção da Transamazônica, estrada inacabada até os dias de hoje, que invadiu terras indígenas e produziu degradação do meio ambiente.

1975
Reação popular


A sociedade civil começa a se movimentar; os intelectuais e acadêmicos fizeram duras críticas ao regime no SBPC (Congresso Brasileiro para o Progresso das Ciências); e os movimentos populares pediram melhores condições de vida nas cidades.

1974-1979
Abertura política


O general Ernesto Geisel assume a Presidência e encarrega o General Golbery do Couto e Siva a desenhar um processo de abertura lenta, gradual e segura.

Década de 1980
Diretas Já


Considerada a década perdida no âmbito econômico, foi a década achada no sentido político: a) nas eleições para governadores, em 1982, os candidatos da oposição, do MDB, saíram vitoriosos nas principais metrópoles brasileiras; b) a sociedade brasileira se movimentou, ocupando todas as capitais brasileiras, exigindo eleições diretas para Presidente, no movimento conhecido como "Diretas Já".

1985
Transição democrática


Termina a primeira fase da Transição Democrática brasileira, com a saída dos militares do governo depois de 21 anos e a eleição (indireta) de Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse, assumindo o Vice-Presidente José Sarney.

1985-1989
Nova República


A Nova Republica marcou no plano político a consolidação da abertura democrática, no processo de transição mais longo da América Latina. No plano social significou a diminuição da repressão, ao permitir a expressão de demandas há tanto tempo reprimidas. No plano econômico o período é caracterizado por uma inflação galopante e pelo "Plano Cruzado", a primeira tentativa (fracassada) de estabilizar a moeda.

1987-1988
A Constituição de 1988


Abertura da Assembléia Nacional Constituinte e promulgação da Constituição de 1988.

1990
Primeiras Eleições Diretas


Nas primeiras eleições diretas para Presidente, depois de duas décadas, se enfrentam no segundo turno: Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

1990-1992
Governo Collor


O candidato vitorioso Fernando Collor iniciou seu governo com o confisco das contas correntes e da poupança de toda a sociedade, além de apresentar um ambicioso programa de estabilização da economia, o "Plano Collor". Com o fracasso do Plano volta a inflação galopante e se agrava a recessão, presente desde a década anterior.

1992
O impeachment do presidente


Acusado, pelo irmão, de envolvimento em esquema de corrupção, o Presidente foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ao mesmo tempo, os "caras pintadas" saem às ruas exigindo o impeachment de Collor, que é afastado pelo Congresso, assumindo o Vice, Itamar Franco.

1994
O Plano Real


O novo presidente Itamar Franco nomeou o senador Fernando Henrique Cardoso para Ministro da Fazenda; foi criado o Plano Real que visava a estabilização da moeda. Nas eleições desse ano se enfrentam, no segundo turno, Luíz Inácio da Silva do PT e Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB, que sai vitorioso.

 

1995-1998
Reformas constitucionais

 
Para concretizar a estabilidade econômica e sustar a crise fiscal do Estado, causada pelas dívidas externa e interna, foram desencadeadas as reformas constitucionais. Ao mesmo tempo, foi derrubado o monopólio em vários setores, como o petróleo, a telecomunicação, gás canalizado e a navegação de cabotagem.

1995-1998
Governo Fernando Henrique


Fernando Henrique Cardoso é reeleito para mais um mandato de quatro anos.

2000
Brasil 500 anos


O Brasil comemora os 500 anos do Descobrimento.

 

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