UJE discute a exploração do 2º minério mais valioso do mundo o NÍOBIO - 28/11/2009

Dentro de suas atribuições estatutárias a UJE BRASIL destaca-se na luta pela soberania nacional, pela preservação do meio ambiente, pelo desenvolvimento social sustentável e pelos nossos jovens e estudantes de maneira geral.

Sendo assim, não poderíamos deixar de discutir sobre a exploração mineral, que hoje vem tanto sendo debatido, por causa do PRÉ-SAL, no entanto, o Brasil tem tantos outros recursos minerais que são tão preciosos quando o PETRÓLEO, como por exemplo o NIÓBIO, esta palavra desconhecida é o segundo minério mais precioso da Terra e 97% das reservas dele estão no Brasil.

Por isso, a UJE elaborou um estudo sobre o NIÓBIO e está divulgando e defendo essa discussão, que é questão de soberania, meio ambiente e desenvolvimento social e econômico brasileiro.

Veja nossa tese logo abaixo:

Tese da UJE BRASIL SOBRE O NIÓBIO

Considerações Gerais sobre o nióbio

O Brasil detém hoje 98% das reservas de nióbio do mundo. Só existe um pouquinho na

Sibéria. Grande parte das reservas brasileiras se encontra na cidade mineira de Araxá e no Morro

dos Seis Lagos, no Amazonas. Todavia esta última jazida não se encontra em exploração devido à

alta complexidade requerida nos meios extrativos.

É um mineral que está sendo usado para tudo no mundo, nenhum país vive sem ele. Todos os

países desenvolvidos são tão dependentes do nióbio como são do petróleo. O nióbio é usado como

uma liga resistente em lâminas, instrumentos cirúrgicos, aviões, turbinas de aviões e peças que se

submetem a altas e baixas temperaturas, em foguetes, armas e instrumentos cirúrgicos.

O nióbio é o segundo mais importante mineral do mundo, estando atrás apenas do petróleo.

Todos os países industrializados utilizam em larga escala o nióbio em suas produções. O valor do

nióbio é altíssimo, pois ele não é um minério como o ferro, o nióbio tem características que fazem

dele a única matéria-prima viável para a construção de centenas de instrumentos de altíssima

precisão.

Desde simples instrumentos cirúrgicos, até o mais caro projeto espacial americano, estariam

seriamente comprometidos, se lhes faltasse o nióbio.

Exploração do nióbio em Araxá

Quase que a totalidade do nióbio comercializado no mundo provém das reservas de Araxá,

por meio da CBMM – Companhaia Brasileira de Metalurgia e Mineração, empresa privada fundada

em 1955, dedicada à extração, processamento, fabricação e comercialização de produtos a base de

nióbio.

Uma conta de participação nos lucros entre a estatal CODEMIG e a CBMM garante a exploração

racional do depósito de nióbio próximo à cidade de Araxá/ MG. O contrato concede 25% de

participação nos lucros operacionais da CBMM ao governo do estado de Minas Gerais. Atualmente,

a um valor de R$ 400,00/kg, a exploração de nióbio rende cerca de R$ 16 BILHÕES, já que a

produção média é de 40 mil toneladas/ano. Este é o rendimento anual das jazidas, todavia, sem

considerar que já foram extraídas 15,5 milhões de toneladas desde 1961, ou seja, perfazendo uma

fantástica cifra de R$ 6,2 TRILHÕES, considerando o valor atual.

A CBMM é a única produtora de nióbio com presença em todos os segmentos de mercado.

Com subsidiárias na Alemanha, a Niobium Products Company Gmbh, em Dusseldorf; na América do

Norte, a Reference Metals Company Inc, em Pittsburgh e na Ásia, a CBMM Ásia Co. Ltd. em

Tóquio.

Em 2003, a CODEMIG e CBMM firmaram um novo acordo de arrendamento pelo um período

de 30 anos.

Produção e seus impactos

Conforme os processos de produção da CBMM, a extração do nióbio se faz ao fatiar a terra

e raspá-la, a ponto de se formar camadas sobrepostas de vários metros cada uma, no formato de

imensos degraus. A terra raspada na mina (meio avermelhada e visualmente comum) é

transportada através de uma esteira de cinco quilômetros de extensão até a usina de

beneficiamento.

Somente após passar por processos metalúrgicos é possível separar o nióbio puro da terra

em que está envolto e concentrá-lo na forma de um mineral sintético para uso científico, de forte

brilho metálico e bastante pesado. Depois de usinado, o nióbio torna-se um metal pesado e de

dureza sem igual, não podendo ser perfurado por nenhuma broca ou quaisquer ferramentas

existentes na atualidade.

A produção no nióbio - um mineral com elevado grau de toxicidade - gera também diversas

perdas ambientais, pois para extraí-lo é necessário devastar uma grande região natural. No caso de

Araxá, tais efeitos são patentes, pois a degradação pode ser constatada a olhos vistos na região da

CBMM, que altera de forma bastante agressiva, a paisagem suburbana, sendo amenizada por

belíssimas paisagens à beira da rodovia MG-428 (liga Araxá – Franca), com o exclusivo intuito de

ocultar a imensa devastação, ocorrida numa região bem próxima ao Balneário Hidromineral do

Barreiro.

Sabemos que os araxaenses aspiram também, grandes dosagens de poeira tóxica suspensa

no ar, que desgarram da mineração a céu aberto, mesmo sendo esta, aguada diariamente por

caminhões tanques. O procedimento de se manter em Araxá uma mineração a céu aberto recebe

protestos de diversas entidades ambientais e da saúde. Além disso, é fato que esta cidade do

Triângulo Mineiro detém um dos mais altos índices de casos de câncer no Estado, que é associado

por algumas pessoas, às atividades desenvolvidas com a intensa extração do nióbio naquela região.

Além dos inúmeros casos registrados de câncer , recentemente, estudos comprovaram a

contaminação por bário das águas próximas à área mineradora.

O fato é que apenas os araxaenses arcam com o “ônus” da exploração do nióbio.

Defesas

· Estabelecimento de uma política de fixação do preço do nióbio no mercado externo que faça

jus à condição do Brasil de único exportador mundial.

· Criação de políticas ambientais com punições para as mineradoras degradadoras do meio

ambiente.

· Investimentos em pesquisas para maior utilização do nióbio visando agregação de alto valor

comercial (por exemplo: mecânica fina) , não tão somente, exportando-o em forma bruta, já que

este minério tem fortes implicações à soberania nacional.

· Sobretaxação do setor mineral brasileiro, desonerando outros setores da economia e,

principalmente, o contribuinte brasileiro.

· Garantia de investimentos às áreas afetadas pela exploração mineral, visto que são elas que

arcam com os impactos decorrentes desta atividade.

· Criação de uma empresa estatal, por exemplo, semelhante à discutida para a Petrosal - a

Niobrás, como poderia ser chamada, não teria fins lucrativos, todo lucro seria repassado sem

intermediação governamental para aplicações em políticas públicas: desenvolvimento de

infraestrutura, habitação - com criação de casas populares, e, sobretudo, educação. Dentre outras

atitudes, a nova empresa combateria o subfaturamento dos preços e das quantidades do minério -

manobra contábil orquestrada para enganar o fisco. Diminuiria o contrabando e faria impor uma

valorização justa dos preços, o que viria aumentar ainda mais a receita.

· Transferência da negociação do nióbio da Bolsa de Metais de Londres para a Bovespa, ação

importantíssima não só para controle dos preços de negociação do produto, mas para forçar um

grande aumento de volume de dinheiro negociado na bolsa.

· Elaboração de um plano de controle de nióbio e seus derivados, abrangendo: I – proteção

das reservas (deslocamento de efetivo especial das Forças Armadas para patrulhamento ostensivo);

II – programa de manejo (criação de zoneamento das áreas a serem exploradas, propondo seu

desenvolvimento físico, de maneira sustentável); III – controle das etapas de produção (desde a

extração, passando pelo processamento, industrialização, comercialização, até a concretização de

cada investimento racional dos lucros em políticas públicas) e IV - uso democrático dos lucros da

Niobrás (geração de emprego e desenvolvimento sócio-econômico).

· Nacionalização das atividades extrativas dos minérios considerados estratégicos,

resguardando assim, a soberania nacional e o posicionamento do Brasil frente às potências

mundiais.



Fonte: Coordenação Nacional de Estudantes
Informações acadêmicas sobre o Nióbio:
O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb , número atômico 41 (41 prótons e 41 elétrons) e massa atómica 92,9 u. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou 5B da classificação periódica dos elementos. O nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo — que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo.

É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. Nas condições normais é sólido.
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