Ália Mendonça Silva tem 27 anos, é Técnica formada pela FUCAPI em Técnica Industrial Básica. Atualmente é Diretora de Juventude da UJE-Brasil.  

ÁLIA NO PAÍS DO AMAZONAS

23/06/2006

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Aê galerinha internauta! Meu nome é Ália, tenho 26 anos, sou Técnica formada pela FUCAPI em Técnica Industrial Básica. Atualmente sou Coordenadora- Geral da UJE no Estado do Amazonas.  

Vocês devem estar se perguntado o porquê do nome desta coluna.Escolhi este nome pois o meu estado (Amazonas ) tem o que as pessoas batizaram de “ diferenças regionais” ou “ peculiaridades”.

Mas algumas coisas que acontecem aqui ultrapassam o regionalismo e caí no desrespeito a  constituição brasileira, aos códigos, estatutos e leis federais, terminando no desrespeito ao pacto federativo brasileiro...mas isso debateremos em um outro momento nesta coluna.

          Aqui no AMAZONAS vemos tanta coisa absurda acontecendo que , em alguns momentos nem parece que estamos no BRASIL.

          Outro dia no curso que eu fazia a noite, uma pessoa apresentou uma MEDIDA PROVISÓRIA para justificar seu argumento (que enquanto estiver em vigência tem o mesmo valor de uma Lei Federal). Foi quando o restante da turma perguntou – “mas será que essa lei vale mesmo aqui?” ...e eu - embasbacada com a pergunta respondi : só não vale se aqui não for Brasil – foi quando me questionei pela primeira vez – será que não é?

          O que eu estou querendo dizer é que em muitos casos a própria população (consciente ou não) desconsidera aqui como parte do Brasil...

          Outro fato interessante, é o desrespeito ao código de defesa do consumidor que é rasgado todos os dias pelas vitrines das lojas e os meios de mídias locais, posso dar vários exemplos, mas aqui vai um só.

          Andando alegremente num sábado ensolarado pela cidade de Manaus avistei diversos minis-outdoors na estrada da Ponta Negra, com propagandas de lojas de eletrodomésticos, TV a Cabo e companhias aéreas que vira e meche colocam propagandas incompletas, portanto enganosas. Bom eu realmente não pude evitar, parei o carro, saquei minha câmera e tirei as fotos pra colocar nessa coluna...Vejam o desrespeito!

Esta primeira foto foi tirada a 4 metros...Uma distância relativamente pequena, principalmente pra quem vem dentro de um veiculo, como ônibus ou carro ( público alvo dessas propagandas). A companhia aérea promete que por US$ 174 e alguns cents, que definitivamente não dá pra ler, qualquer mortal como eu terá 3 noites em Nova York...

O primeiro erro aí, é o valor em dólar...Pois é proibido pela Constituição, pelo Código Civil e de Defesa do Consumidor a cobrança e propaganda de qualquer produto ou bem, em moeda estrangeira, neste caso, o dólar.

Mas o problema não pára por aí não...

Aproximando-se um pouco mais, à menos de dois metros da placa a coisa fica totalmente diferente... e o sonho vendido por US$ 174... e alguma coisa desmorona. Pois você visualiza na foto ao lado que o valor real da viagem é oito vezes de US$ 174,50 (agora dá pra ler os centavos).

Ou seja, somente à distância de 1,5 metros, dá pra ler que o valor em DÓLAR é de 8X, ou seja, infligindo DUAS VEZES o Código de Defesa do Consumidor BRASILEIRO!!!

Nos casos anteriores vimos exemplos claros de propagandas ABUSIVAS, levando os consumidores que passam pelas ruas de Manaus ao erro. Isso é crime! E em qualquer cidade do Brasil o PROCON faz marcação cerrada encima disso...

 Pois é, CADE O PROCON de MANAUS?!

O QUE O PESSOAL DELE FAZ?! Acho que por... nenhuma, pois esse é apenas um exemplo. 

 Quantas vezes não entrei em supermercados, lojas e eles só mostram o valor da prestação, como se o mesmo fosse o valor total do produto!

 E em lojas de roupas pôoo... ae é até brincadeira dizer, pois num dia desses entrei em um boa loja na AV: EDUARDO RIBEIRO, bem no centro de Manaus, pra experimentar um vestido que estava escrito no manequim R$ 17,00 e depois que experimentei e falei que iria levar a balconista me disse que eram 5X DE R$ 17,00. Aí eu realmente fiquei fula da vida!!! Tentei falar com o PROCON mas dentre esse tempo os vendedores tiraram aos preços dos manequins, ou seja, mesmo que o PROCON mandasse um fiscal não adiantaria mais, e isso prova também que o valor errado não foi um descuido da loja e sim uma ação de má fé...

 Agora, mais uma vez!? Porque o PROCON não promove fiscalizações? E o Ministério Público? OPA! Com esse não é bom nem mexer, pois no último escândalo que houve nessa entidade em janeiro deste ano, os procuradores estavam mandando “fazer a laje” um do outro, acho que é bom deixá-los fora, pois sou muito nova pra virar laje.

 Ah... E antes que o pessoal do PROCON-AM tente se defender com a velha desculpa de não ter dinheiro pra atender bem o POVO, vale lembrar que pelo menos aqui em MANAUS,  não deve haver a falta de dinheiro pra investir em pessoal e equipamentos... AFINAL, o dinheiro que pagamos nos estacionamentos dos shoppings, que não é pouca grana, vão para a ESTRUTURA DO PROCON-AM.

SINTO QUE ALGUMA COISA FEDE NO PAÍS DO AMAZONAS...

 Esse assunto ainda vai dar muuuito pano pra manga...

 Valeu galera! Espero que com essa coluna de hoje tenha dado pra me conhecer melhor. Estou aberta, a críticas, sugestões e temas para serem abordados.

 

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Ália Mendonça Silva No País do Amazonas!