Rafael Carvalho Oliveira é estudante de Direito e participou da 1ª Câmara de Vereadores-Estudantes de Uberaba/MG, o que o possibilitou participar mais amplamente do movimento estudantil brasileiro.

Política na escola. Discutir ou Ignorar?

08/11/2007

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23/06/07

Sendo 2008 um ano político, torna-se necessário e urgente discutir e refletir com os jovens nas escolas, sobre a importância da atividade política. Isso não quer dizer abrir as portas da escola aleatoriamente para os candidatos, mas sim abrindo espaço de discussão e reflexão em torno da trajetória pessoal e política desses candidatos, sem manipulação e distorção.

Não podemos permitir que os conflitos vivenciados na política ultimamente nos levem à descrença e ao desânimo, a ponto de ignorarmos assuntos de tamanha importância. É bem provável que candidatos interessados em votos queiram aproveitar esse momento para “detonar” com aquilo que realmente acreditamos. Vale ressaltar que a crise política pela qual estamos passando não é só reflexo do atual governo, mas sim conseqüência de um país que se construiu de forma injusta ao longo dos anos. Mas o que fazer? Em quem votar? Como posso contribuir para mudar esse país? Eu devo votar na pessoa ou no partido?

É bem claro que não há uma receita, mas devemos muito considerar a trajetória do candidato, não esquecendo se suas ações foram sempre voltadas para o bem comum.
Também não há como considerar o partido, uma vez que todo político é filiado a algum. Dessa forma devemos nos preocupar com a ideologia do partido do respectivo candidato, se há uma preocupação com a luta contra a desigualdade e injustiça. Criticar e dizer que todos são iguais é fácil, o difícil é ficar frente à urna eletrônica e fazer a escolha certa para evitar frustrações posteriores. Não podemos de forma alguma deixar de retomar nas escolas, a reflexão sobre política, uma vez que a mesma interfere muito nas nossas vidas. Nós não somos só vítimas de certos políticos, mas co-responsáveis pelos seus atos, pois somos responsáveis pela escolha que fizemos.

Quando escolhemos nossos representantes delegamos a eles poderes de agir em nosso nome. E, se eu escolho alguém para falar, decidir e agir por mim preciso conhecer a trajetória política e pessoal desse candidato, perceber se ele possui ou não condições para exercer o papel a que se propõe. Desconsiderar e ignorar isto seria reforçar o caos da sociedade.

 

Sempre Unidos!

     RAFAEL DE CARVALHO OLIVEIRA