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Sendo 2008
um ano político, torna-se necessário e urgente discutir e
refletir com os jovens nas escolas, sobre a importância da
atividade política. Isso não quer dizer abrir as portas da
escola aleatoriamente para os candidatos, mas sim abrindo
espaço de discussão e reflexão em torno da trajetória
pessoal e política desses candidatos, sem manipulação e
distorção.
Não podemos
permitir que os conflitos vivenciados na política
ultimamente nos levem à descrença e ao desânimo, a ponto de
ignorarmos assuntos de tamanha importância. É bem provável
que candidatos interessados em votos queiram aproveitar esse
momento para “detonar” com aquilo que realmente acreditamos.
Vale ressaltar que a crise política pela qual estamos
passando não é só reflexo do atual governo, mas sim
conseqüência de um país que se construiu de forma injusta ao
longo dos anos. Mas o que fazer? Em quem votar? Como posso
contribuir para mudar esse país? Eu devo votar na pessoa ou
no partido?
É bem claro
que não há uma receita, mas devemos muito considerar a
trajetória do candidato, não esquecendo se suas ações foram
sempre voltadas para o bem comum.
Também não há como considerar o partido, uma vez que todo
político é filiado a algum. Dessa forma devemos nos
preocupar com a ideologia do partido do respectivo
candidato, se há uma preocupação com a luta contra a
desigualdade e injustiça. Criticar e dizer que todos são
iguais é fácil, o difícil é ficar frente à urna eletrônica e
fazer a escolha certa para evitar frustrações posteriores.
Não podemos de forma alguma deixar de retomar nas escolas, a
reflexão sobre política, uma vez que a mesma interfere muito
nas nossas vidas. Nós não somos só vítimas de certos
políticos, mas co-responsáveis pelos seus atos, pois somos
responsáveis pela escolha que fizemos.
Quando
escolhemos nossos representantes delegamos a eles poderes de
agir em nosso nome. E, se eu escolho alguém para falar,
decidir e agir por mim preciso conhecer a trajetória
política e pessoal desse candidato, perceber se ele possui
ou não condições para exercer o papel a que se propõe.
Desconsiderar e ignorar isto seria reforçar o caos da
sociedade.
Sempre
Unidos!
RAFAEL DE CARVALHO
OLIVEIRA |