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Olá!
Essa
semana vou tocar em um assunto que tem me feito pensar muito
nos últimos dias: a (sensação de) Liberdade.
Nos
últimos tempos, nós, principalmente os jovens, temos
procurado de forma incansável a liberdade.
Mas,
liberdade de que? Liberdade de quem?
E como
conquistar essa liberdade?
Vejo
liberdade como um sinônimo de Independência.
Durante
a história, tivemos vários exemplos de “heróis” da
independência como: Che Guevara e Fidel, em Cuba; Tiradentes
e D. Pedro I e o seu controverso grito de “Independência ou
morte”, no Brasil; Simón Bolívar em vários países da América
do Sul, entre outros.
Jesus
Cristo expressou muito bem ao dizer “Se, pois, o Filho vos
libertar, VERDADEIRAMENTE sereis livres.” (João 8:36)
A
liberdade é “uma faca de dois gumes”. Ela pode ser usada de
uma forma boa ou ruim, pois a mesma liberdade que temos para
ajudar ao próximo é a liberdade que temos de nos omitir e
não fazer nada.
(E
nesse ponto, infelizmente, nossa juventude tem escolhido a
segunda opção).
A
VERDADEIRA liberdade é aquela que nos faz crescer e que nos
faz tomar atitudes que ajudam os outros a crescerem junto.
Usando
outro exemplo, na última sexta-feira (15/02) o governador
José Serra esteve aqui em Ribeirão Preto para inaugurar uma
escola de ensino fundamental e médio, apontada por muitos
como um modelo de escola, no complexo de bairros Ribeirão
Verde.
Nesse
complexo está localizada a Fazenda da Barra, que há alguns
anos foi invadida e tomada pelo Movimento de Libertação dos
Sem Terra (MLST).
A
cerimônia de inauguração da escola foi várias vezes
atrapalhada pela manifestação do MLST, que reivindicava a
aceleração no processo de Reforma Agrária; o que considero
louvável; mas, o mesmo MLST que tem a LIBERDADE de
protestar, é o MLST que em 06/06/2006, invadiu, depredou e
quase destruiu por completo o prédio da Câmara dos
Deputados, em Brasília.
Então
me pergunto: depois desse ato de VANDALISMO gratuito, eles
ainda tem moral para reivindicar alguma coisa?
Eles
ainda tem direito a essa liberdade?
(Claro
que não falo dos pobres agricultores, que por falta de
esperança continuam no movimento, mas de seus líderes, que
exploram e enriquecem nas costas desse povo).
Em um
país onde a democracia é o modo de governo, pressupõe-se,
que o povo é livre para fazer o que lhe convir, desde que as
conseqüências dessa liberdade sejam respeitadas.
Aqui
no Brasil muitos exigem que seu direito a “liberdade” seja
respeitado, mas se esquecem que toda liberdade deve vir
acompanhada de regras, de cuidados, pois senão vira bagunça.
E cabe
a nós, cidadãos de bem refletir sobre isso.
Temos usado a liberdade que usufruímos da forma correta?
O
Estado realmente é culpado de tudo o que nos acontece de
mal?
Porque
não usamos a liberdade que temos para FAZER algo? Para
agir?
Já
abusamos de nossa liberdade de reclamar. Devemos agora usar
nossa liberdade de agir.
E a
mudança de atitude deve vir de nós, jovens, pois o futuro
pertence a nós; e nós AINDA temos esperança e força para
fazer algo de bom, algo de útil.
Ainda
podemos fazer do Brasil um lugar melhor para se viver.
Aguardo opiniões no e-mail
sp@uje.com.br
Grande
abraço!
Sempre
Unidos!
Marcelo
Rodrigo Guarnieri |