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Este é um assunto polêmico
principalmente para os jovens entre 14 à 20 anos,
principalmente as pessoas ligadas ao movimento estudantil,
que fazem parte de Grêmios, DA’s e DCE’s, pois não é difícil
de encontrarmos nessas entidades dirigentes que batem no
peito que não estão em nenhum partido, e que a instituição
que dirigem não estará envolvida com nenhum, enquanto eles
forem dirigentes.
Muitos deles apóiam esta afirmativa
alegando que tal partido é quem manda dentro dessa ou
daquela entidade e que ali, na entidade deles, isso não vai
acontecer.
Bom, essa é uma das pérolas da
democracia, onde as idéias e ações podem ser colocadas em
prática, e esse é o posicionamento deles, portanto,
legalmente respaldado e tem que ser respeitado.
No entanto, é típico dessas
instituições buscarem apoios com outras entidades que têm
ligação partidária, ou mesmo, buscar palestras de pessoas ou
políticos que têm uma formação e princípios de suas
ideologias partidárias.
Pessoalmente já vi gente dizendo que
não permitiriam que o PDT participasse da construção de sua
entidade, mas solicitaram ao mesmo partido, palestra do
senador Cristovan Buarque, que carrega uma bandeira que não
é sua, mas sim de seu partido político.
O fato é que o senador fez a palestra
e no final um monte de gente comprou a idéia (ideologia),
ali colocada por ele. Ouvia-se muito frases como: “Ele é
muito bom” – “É muito coerente” – “As idéias dele são
excelentes”.
Ora, as idéias não são só da pessoa
Cristovan, mas sim resultado de uma exaustiva discussão com
todos o setores de seu partido, portanto, quem gostou da
palestra e aderiu as idéias, aderiu ao PDT, aceitando ou não
a idéia de fazer parte do partido.
E mais, essas pessoas só conseguiram
achar um norte para seus ideais, quando se depararam com uma
visão política partidária, que se não achassem no PDT,
poderia achar em qualquer outro partido, pois as discussões
e posições sócio-politícas só surgem dentro das instituições
organizadas com essa função, que no caso em nosso país, são
os partidos.
Deixo claro, que não estou puxando
sardinha pro PDT, usei apenas um fato que também vi ocorrer
com diversas outras pessoas, como a Heloisa Helena e o
próprio Collor.
Afinal, estamos em um Estado que tem
uma estrutura para seu funcionamento e participação
democrática do cidadão voltada para os PARTIDOS e não tem
como fazer a diferença se você não fizer parte de uma dessas
vias legais, para participação dos poderes constituídos.
É sempre bom lembrar o obvio, ou seja,
no Brasil existem três poderes constituídos, o executivo, o
legislativo e o judiciário. Sendo que dos três, o mais
importante sem dúvida é o LEGISLATIVO, pois é nele por onde
tudo se passa, as propostas de leis, orçamentos e idéias
para construir nossa cidade, estado e país.
A própria CONSITUIÇÃO é clara em dizer
que o POVO têm que se organizar e se representar;
e isso sem dúvida começa com a participação na sua entidade
local, seja no seu grêmio ou entidade estudantil municipal,
que repassa querendo ou não, suas reivindicações para os
poderes constituídos, sejam por um oficio, por um protesto,
por uma proposta de lei ou por uma ação judicial.
Por isso galera, não tem jeito, temos
que participar da vida partidária, pois não estar em um
partido é se omitir e deixar que os caras criem suas
próprias idéias e as coloquem em prática, mesmo que essas
nos prejudique.
Para que as coisas melhorem
existe uma fórmula simples que temos que adotar:
Você participando de uma entidade,
que participa de decisões partidárias;
De um partido que acate as opiniões
de sua entidade;
De representantes políticos que
saiam comprometidos com a entidade e o partido que você
participa e ajuda nas decisões.
É uma corrente,
que quando se quebra, não há dúvida que quem vai pagar caro
é você.
José Tiago de Castro
Presidente da UJE-Brasil -
MSN:
uje@uje.com.br
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