José Tiago é presidente da União dos Jovens e Estudantes do Brasil e é militante em diversas instituições. Residente em Uberaba/MG, semanalmente ele escreve para está coluna destacando temas e assuntos ligados à juventude e movimentos sociais.

"Justiça Social",talvez  só com o PALAMENTARISMO.

09/12/2007

Começo a coluna desta semana agradecendo aos e-mails que venho recebendo. É com muito carinho e respeito que leio cada um e respondo-os com a devida atenção que merecem. A questão abordada nessa semana é a JUSTIÇA SOCIAL e como que ELA seria no Brasil (para saber mais sobre o quando surgiu esta expressão clique aqui).

 É comum se ouvir falar nessa forma de justiça, principalmente agora, quando vai chegando o ano de eleições. Alguns acham que ELA é uma coisa, outros acham que é outra e tem ainda uma parcela que acham que é um pouco das duas coisas. Mas o fato é que estamos em um país que precisa achar o seu equilíbrio entre o pobre e o rico, entre os negros, índios, brancos e daí por diante.  

A miséria toma conta de pequenas localidades e de grandes centros, a falta de infra-estrutura básica para o cidadão é uma constante e a educação vai de mal a pior, na rede pública e privada. 

E sendo de senso comum que a JUSTIÇA SOCIAL no Brasil é dar acesso a todos os cidadãos a tudo que já fora supracitado nesta coluna, é que passamos a ter uma dimensão do problema, pois não existe aqui, um PLANO DE POLÍTICA NACIONAL para combater as desigualdades sociais que tenha continuidade após o termino do mandato de quem as criou. 

Como um exemplo disso, sempre que um novo prefeito assume um cargo, logo trata de fazer pequenas reformas em praças, ginásios e repartições públicas e sempre que possível coloca uma placa que foi ele quem fez, ou quando pode, troca o nome do local. Este fato é corriqueiro em todo o Brasil, que abre sempre espaço para a corrupção ou má empregabilidade de dinheiro público  em obras que não são prioridade. 

Para se ter uma idéia, o governo LULA adotou como medida para fazer a sua JUSTIÇA SOCIAL a distribuição de renda através do VALE FAMÍLIA, que é criticado por muitos, inclusive por mim, por sua forma de aplicação e distribuição. Mas o fato, é que quando o LULA sair, só DEUS sabe como serão as regras para a obtenção deste beneficio, ou se ainda, o programa vai continuar sendo executado. 

Estes foram apenas dois exemplos, mas existem tantos outros por aí, que podem ser vistos à olhos nus, como prédios em construção que na troca de governos não terminam ou têm suas finalidades alteradas. 

As coisas mudariam muito, se houvessem pactos onde determinassem programas que os governos que entrassem independentemente de esquerda, centro ou direita, tivessem que cumprir, pois fariam parte de um PROJETO DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL, que visasse o DESENVOLVIMENTO SOCIAL, contemplando enfim, a JUSTIÇA SOCIAL para o POVO BRASILEIRO.

 Para que isso seja possível, precisamos de uma EXTENSA REFORMA no SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO, pois o atual sistema presidencialista, infelizmente, é incapaz de promover propostas e ações de desenvolvimento social básico e estrutural, por persistam por mais de 4 ou 8 anos, fazendo com que bons projetos e o dinheiro empregados neles,  sejam jogados no lixo, com o simples propósito não divulgar os trabalhos do governo anterior.

 AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA UM PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO devem persistir pelo menos por duas décadas, para que os efeitos das mesmas possam estar presentes em toda uma geração. E isso exige um sistema de governo que esteja descentralizado de uma única figura paternalista e que esteja comprometido com as bases populares representadas em micro regiões, onde as características regionais são preservadas e defendidas dentro de um único preceito de crescimento e desenvolvimento; E essa é proposta do SISTEMA PARLAMENTARISTA, pelo VOTO DISTRITAL, onde o parlamento fecha pactos de médios e longos prazos, sem esquecer as necessidades diárias das regiões que os parlamentares representam.

 Isso sim é um sonho, que sem dúvida contemplaria o desenvolvimento social, provocando um desenvolvimento sadio e sustentável, ou seja, JUSTIÇA SOCIAL.

E você? O que acha da JUSTIÇA SOCIAL e o PARLAMENTARISMO? Escreva pra mim e colabore com a sua opinião, vamos montar uma rede de idéias e debates sobre a questão, para que depois possamos encaminhar para as Câmaras de Vereadores e de Deputados do nosso Brasil. Meu e-mail é: jtcastro@uje.com.br .

José Tiago de Castro -Presidente da UJE-Brasil

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